quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma Pequena Introdução aos Hieroglifos II


Sinais Fonéticos

Os sinais fonéticos podem ser separados em diferentes classes, conforme o numero de consoantes que se escreve. Os sinais uniliterais são os mais usados, que como seu nome declara, representa uma consoante. Os egipcios haviam se retringiram para estes sinais, e les teriam uma escrita alfabetica, mas não. E ao contrário a oque um ingênuo observa da evolução pode sugerir, seu sistema era mais próximo a uma escrita alfabetica na 6° dinastia doque nos tempos Ptolomaicos. Os sinais uniliterais são mostraddos na tabela 1.
      Ao longo com estes signos, sinais biliterais e triliterais, representando respectivamente duas ou três consoantes eram usadas. A maior parte do tempo, algumas das consoantes representandas por um sinal eram escritas duas vezes, uma vez com o sinal bi ou   tri literal, e uma vez com um sinal uniteral. Por exemplo, o sinal biliteral \htimage {\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca E/10/}}\end{hieroglyph}}
 é para ser lido iw e \htimage {\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca G/46/}}\end{hieroglyph}}
 é w. Mas \htimage {\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca E/10/}\Hrp
\Hunh{\Aca G/46/}}\end{hieroglyph}}
 lê-se iw, e não iww
     
Tabela 1: Sinais Alfabéticos 
sinal convenção de escritaAscii Renderingpronunciação

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca G/1/}}\end{hieroglyph}
\texteg {A}
Aconvenção, a. na realidade
algum lugar entre n, l,e r

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca M/17/}}\end{hieroglyph}
\texteg {i}
ii

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca D/38/}}\end{hieroglyph}
\texteg {a}
ageralmente pronunciado a,
mas realmente um ayn

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca G/46/}}\end{hieroglyph}
\texteg {w}
ww

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca Z/9/}}\end{hieroglyph}
\texteg {w}
ww

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca D/61/}}\end{hieroglyph}
\texteg {b}
bb

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca Q/3/}}\end{hieroglyph}
\texteg {p}
pp

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca I/10/}}\end{hieroglyph}
\texteg {f}
ff

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca G/19/}}\end{hieroglyph}
\texteg {m}
mm

\texteg {n}
nn

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca S/3/}}\end{hieroglyph}
\texteg {n}
nn

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca D/21/}}\end{hieroglyph}
\texteg {r}
rr

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca O/4/}}\end{hieroglyph}
\texteg {h}
hh

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca V/28/}}\end{hieroglyph}
\texteg {H}
Hh enfatico  como no arabe

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca Aa/1/}}\end{hieroglyph}
\texteg {x}
xcomo o j espanhou

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca F/32/}}\end{hieroglyph}
\texteg {X}
Xcomo o ch alemão in ich

\texteg {s}
ss (Mas no Antigo Império, z)

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca S/32/}}\end{hieroglyph}
\texteg {s}
ss

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca N/38/}}\end{hieroglyph}
\texteg {S}
Ssh

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca N/29/}}\end{hieroglyph}
\texteg {q}
qO q em Saqqarah

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca V/31/}}\end{hieroglyph}
\texteg {k}
kk

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca W/13/}}\end{hieroglyph}
\texteg {g}
gg

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca X/1/}}\end{hieroglyph}
\texteg {t}
tt

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca V/13/}}\end{hieroglyph}
\texteg {T}
Ttj

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\Aca D/48/}}\end{hieroglyph}
\texteg {d}
dd

\begin{hieroglyph}
{\leavevmode \Hunh{\ligAROBD}}\end{hieroglyph}
\texteg {D}
Ddj

   
        



                                                                      

A Religião...


...Penetrava intimamente em todos os aspectos da vida pública e privada do Antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos sacerdotes a cada ano para garantir a chegada da inundação do Nilo, e o rei agradecia a colheita solemente as Divindades adequadas. Oraculos dos Deuses - em especial os de Amon no Novo Império e em épocas posteriores - desempenham um papel importânte na solução de problemas politicos e burocraticos, e eram também consultados pelos homens do povo antes de tomarem decisões de algum peso.

As mulheres sem filhos se desnudavam diante de touros ou carneiros sagrados, esperando mudar a situação por sua exposição a tais símbolos de fertilidade. A medicina era penetrada de mágia e religião, eram pois, indissociaveis; visto que os medicos são os sacerdotes da Poderosa Sekhmet, aquela que tanto traz a morte e a doença, e que a cura e evita.

O aspecto superticioso das crenças multiplicava o uso de amuletos e outras proteções magicas, feitos nos mais diversos materiais que se podem imaginar, auxiliando desta maneira, tanto vivos como mortos... 
                                                                      

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os egípcios eram negros?


Quem nunca se deparou com um filme de Hollywood, que ao retratar os antigos egipcios, colocam atores de pele branca e olhos claros? Para nós tornou-se até mesmo comum ver cenas desse tipo, como nos filmes Cleópatra (1963) a Mumia (1999) ou o Retorno da Mumia (2001) entre outros; no entanto, quando observamos as velhas pinturas de túmulos, vemos pessoas completamente diferentes do esteriotipo: lábios grossos, pele de um vermelho amarronzado, e então nos perguntamos “os egipcios eram negro?”
Há muita controvérsia entre Egiptologos acerca deste assunto. Desde a descifração dos Hieroglifos até meados do século XX , acreditava-se que os egipcios eram completamente brancos, por influência de uma visão eurocêntrica racista.  Apartir dos anos de 1950 começaram a surgir às teorias de afro-centrismo, no qual postulava que os egipcios eram negros.
Atualmente existe uma grande confusão neste assunto, que muitos estudiosos preferem até evitar  de falar, alegando que não se pode determinar uma raça pura, e que tal conceito não existe. Zahi Hawass, o secretario geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, a maior autoridade para falar sobre o assunto, alega que os egipcios não eram nem  brancos nem negros, apesar de o Egito estar na Africa; outros tentam descobrir esse enigma atavez da análise comparativa de crânios negroides dos  não negroides, oque não constitui um estudo confiável, pois os critérios utilizados são muito incertos.
Outro ponto a se esclarecer é o das representações artisticas, que não nos dão conclusões definitivas desse assunto, pois que a arte no Antigo Egito não seguia um mesmo estilo de representação realista como na Grécia; no Egito faraônico não existia a arte pela arte, ela tinha um papel funcional, que é também visto em outras civilizações africanas. Desta forma as representações seguiam um padrão, sendo que as mulheres são retratadas com uma cor amarelo pálido, representando o feminino, associado a deusa Hathor, eos homens são retratados em uma cor vermelho acastanhado, associando-se ao Deus Seth.

Heródoto

Apesar de toda esssa confusão, não podemos descartar o testemunho dos sábios da antiguidade que estiveram em contato com os egípcios;um deles, Herodoto, considerado o pai da história, visitou o Egito e repetidas vezes faz referencia a cor da pele dos egípcios comparando-os com os Kolchus, um povo que vivia na região de  Colquida, onde atualmente é o país da Georgia. Herodoto afirma: “ é de fato evidente, que os colquidios são de raça egípcia (...) muitos egípcios me disseram que, em sua opinião, os colquídios eram descendentes dos soldados de Sesóstris. Eu mesmo refleti apartir de dois indicadores: em primeiro lugar, eles tem pele negra e cabelo crespo e em segundo lugar os egípcios e os etiopes foram os únicos povos de toda a humanidade a praticar a circuncisão desde os tempos imemoriais. Os próprios fenícios e sírios da palestina reconhecem que aprenderam essa pratica com os egípcios, enquanto que os sírios do rio Termodon e da região de Pathenios e seus vizinhos, os macrons, dizem te-la aprendido com os colquidios (...)".
 Outra evidência vem do oráculo de Dodona, na Grécia, que para provar a origem egípcia do oráculo, um de seus argumentos era: “ quando eles acrescentam  que a pomba era negra, dão a entender a mulher era egípcia”. As pombas em questão – na verdade, eram duas, de acordo com o texto – simbolizavam duas mulheres egípcias, que se dizia terem sido trazidas de Tebas, no Egito, para fundar os oráculos de Dodona na Grécia e o de Siwá na Libia.
Temos ainda, mesmo que de forma preconceituosa, o comentário do cientista e filosofo Grego Aristóteles que tenta estabeler uma relação entre a natureza física e a natureza moral dos seres vivos, fornecendo evidências que confirmam o testemunho de Herodoto: “Aqueles que são muito negros são covardes, como por exemplo, os egípcios e os etíopes. Mas os  excessivamente brancos também são covardes, como podemos ver pelo exemplo das mulheres; a coloração da coragem está entre o negro eo branco.”  E para concluir este pequeno resumo temos o do historiador Amiano Marcelino, que viveu aproximadamente no século IV d.C. e que escreve: “(...)a maior parte dos homens do Egito são morenos ou negros, com uma aparência descarnada”.   

E a lista de relatos não termina por ai, e constatando todos eles podemos reparar uma concordância entre si: os egípcios eram negros; este fato para eles era inegável! No entanto a controvérsia entre os egiptólogos ainda continua. Podemos também constatar nas pinturas e esculturas egípcias, que as vezes aparecem pessoas com narizes afilados e cabelos liso, e é ai que outra polêmica entra em questão! O fato é que sempre fomos condicionados a pensar que o estereótipo do negro é ter lábios grossos e cabelo crespo, mas se formos reparar nos dravidianos, um grupo étnico que vive na Índia, constatamos que eles são negros que tem cabelo liso! Assim como na Europa, mesmo ingleses, russos, italianos e Alemães possuírem uma pele branca, existem diferenças físicas entre eles. O mesmo não deixa de acontecer na África.

E respondendo a pergunta que dá titulo a esse texto: “sim, os egípcios eram negros!”. E se alguém tem algo para contestar ou para aprovar gostaria muito que deixasse seu comentário!